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O festival já começou!

Palquinho livre preenche o Parque do Sabiá com cor, movimento e aplausos

 Espírito Infantil provoca releitura do espaço por meio da dança como arte


Por: Júlia Almeida

Em meio aos brinquedos do Mundo da Criança, no Parque do Sabiá, crianças de diferentes idades vestem figurinos coloridos e preparam-se para a apresentação. O Palquinho Livre, evento que faz parte da programação do 30º Festival de Dança do Triângulo (FDT), aconteceu na manhã deste domingo (14). Balões enfeitaram o quiosque que foi palco de diversas modalidades: Danças Urbanas, Ballet, Jazz, Dança Flamenca e Estilo Livre.  O FDT é realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU)

A apresentação de cada grupo transformou o espaço a partir de sua própria singularidade e instigou a atenção do público, principalmente das crianças, a cada coreografia. A vibração dos bailarinos-mirins uns pelos outros chamou atenção. “O que vocês estão fazendo aqui está maravilhoso. Aplaudindo o coleguinha que está aqui. Os professores da escola, os responsáveis estão de parabéns, isso é que vai garantir o nosso futuro”, elogiou Cláudio Henrique, coordenador geral do Palco Livre.

Para o futuro, é essencial que eventos como esses aconteçam, já que também incentivam a procura e a presença das crianças na arte. Camila Rocha, professora do Hip Hop Kids, grupo formado apenas por meninas, comenta: “Esse é o segundo ano que nós estamos participando do Palquinho, e eu, particularmente,  gostei muito desse formato sendo aqui nesse local idealizado e voltado para as crianças, porque eu acredito que é uma forma da gente envolver mais crianças, de outras crianças se interessarem por fazer parte não só do Hip Hop mas também de outros estilos”.

A proposta do Palquinho no Parque do Sabiá, em específico no Mundo da Criança, é espalhar a dança pela cidade, democratizar a arte e,  assim, transformar esse espaço em um lugar de movimento. “Nós estamos aqui em uma área lúdica onde a gente procura transformar o quiosque com o espírito infantil no intuito de estabelecer uma relação criança, parquinho e natureza” explica Claudio. O evento é de convivência e interação com a família, que se emocionou em várias performances. “É o momento que a gente traz a família, a família estará interagindo com esse espaço, também conhecendo o parque do Sabiá de outra forma.  A arte, nessa perspectiva no Mundo da Criança, acaba realizando uma releitura do próprio espaço, o Parque do Sabiá é frequentado, mas frequentado com dança é uma vez por ano”, comenta o coordenador.

Bianca Rodrigues, de 6 anos, que faz parte da escola  Estúdio Flamenco Veruska Mendes, explica que escolheu a dança Flamenca ao assistir uma apresentação de sua tia Adriana, aluna do estúdio. Hoje, Adriana estava lá para aplaudir a sobrinha. A professora Veruska também é uma referência para as filhas Bárbara (11) e Valentina (9), que apresentaram duas coreografias com Bianca. “É uma alegria muito grande estar aqui no Palquinho livre, porque eu também comecei criança dançando, com treze anos, e hoje as minhas filhas dançam. A dança para o desenvolvimento infantil tem uma importância inclusive social. A criança cresce mais humana, mais inteirada com os sentimentos, com a própria personalidade. A criança cresce mais positiva. Então acho que só tem a acrescentar. E a dança, com certeza, transforma vidas”, comenta Veruska. 

A programação de Palcos Livres continua a espalhar dança por Uberlândia. O público pode prestigiá-los  no Pátio Sabiá, dia 17, e no Centro Municipal de Cultura, dia 19.

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