Oficina aborda a mistura entre as áreas em contextos históricos variados

Por: Júlia Almeida

A interdisciplinaridade entre diferentes fazeres artísticos marcou a oficina “Dança, Performance e Artes Visuais”, que teve início na segunda-feira (15), às 19h, no Sesc em Uberlândia. O seminário pedagógico foi ministrado pelo artista e professor Marco Paulo Rolla. A oficina compõe a programação do 30° Festival de Dança do Triângulo (FDT) e conta com a parceria do Sesc. O FDT é organizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU).
Marco Paulo Rolla, mestre e bacharel em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atualmente reside em Belo Horizonte e coordena o Centro de Experimentação e Informação de Arte (CEIA), criado por ele. Ao longo da noite, o artista, a partir de um diálogo com os participantes, percorreu diversos conceitos e estabeleceu relações entre as noções de Performance e Dança em diferentes contextos históricos. “A performance é uma área que quer lidar com todas as outras áreas, com a mistura e relação entre as áreas. Eu fiz um material trazendo historicamente, que, ali nos anos 50 e 60, já acontecia essa mistura, que está acontecendo hoje, cada vez mais forte e se abrindo”, comenta Marco Paulo.
O início da oficina contou com a discussão sobre o que é Performance. Em seguida, o professor estabeleceu um panorama histórico de Performances e várias referências de artistas que as fizeram. Por fim, ele enfatizou a relação da Performance com a dança. “Eu acho que a performance está trazendo esses lugares de respiro, as frestas entre as áreas, que é muito importante para que a gente desenvolva novas experiências na arte”, explica.
Gabriela Yumi, formada em dança e componente da equipe de produção do FDT, evidencia a importância dessa oficina para o festival. “Dentro do festival alimenta isso da interdisciplinaridade entre as áreas, porque ele vai falar de dança, de performance, de artes visuais, e é uma coisa que está mais na perspectiva contemporânea sobre a dança. O que mais a dança pode ser, com quais áreas a dança pode cruzar mais? O que pode acontecer desse cruzamento? Isso me instiga e acho que pode contribuir muito com o festival, com a cidade também, com a dança na cidade pode ter um bom impacto”, comentou Yumi.

Cassandra, graduanda em dança pela UFU e inscrita na palestra, conta como tem sido sua experiência com o FTD este ano e o que mais ficou marcante na oficina. “Queria agradecer o Festival de Dança do Triângulo por proporcionar todas as oficinas para a gente, é uma oportunidade incrível, vêm pessoas que têm o currículo muito sensacional, e é tudo gratuito. As performances que a gente viu nos telões, a forma como ela (a artista) usa com muita simplicidade os corpos e a mistura de tecidos, acho que ficou bem legal” conclui.
As oficinas continuam acontecendo, em diversos períodos do dia, no Sesc, e na próxima semana, no Teatro Municipal.