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O festival já começou!

Moda de viola e Grupo Catira estreiam no palco do FDT

Da cultura caipira ao saber da cultura popular, grupos expressam os valores da tradição mineira no Pátio do Sabiá


Por: Vitória Pereira 

Ao som de moda de viola, por Tarcísio Manuvéi e seu grupo Viola de Nóis,  e das coreografias do grupo de catira Tradição de Minas, a cultura caipira e os saberes da cultura popular deram o tom nas apresentações da quarta-feira (17), no espaço do Pátio do Sabiá. A música da viola e a dança catira estrearam como destaques na programação do 30º Festival de Dança do Triângulo (FDT), realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU). 

“A linguagem da música é a diversão”. A frase de Tarcísio, em meio ao toque da viola, deu o sentido do show, que permitiu ao público mergulhar na expressão da cultura caipira. Cantor, violonista e produtor cultural, Tarcísio Manuvéi é conhecido por seu trabalho de difusão da cultura caipira. Sua carreira de mais de 20 anos de atuação conta com a participação de muitos artistas e referências no mundo sertanejo, entre eles Pena Branca, grande nome no mundo musical. A união resultou em 10 anos de parceria e gravação de três CDs com seu grupo Viola de Nóis e Pena Branca, além de muitos shows pelo Brasil. 

A apresentação de Tarcísio com o Viola de Nóis relembra os velhos tempos da sonoridade típica brasileira. Tarcísio reforça que, assim como outros tipos de musicalidade, a moda de viola carrega uma história; ela é uma continuidade de outras culturas, principalmente a indígena e também a do sertão. “Tudo começou lá atrás, quando os portugueses chegaram ao Brasil; aos poucos foram se ajustando e hoje temos o que se chama moda de viola, mas ela nasceu na Folia de Reis”, explica.

É valorizando o passado que se constrói o presente. É nessa mesma reflexão que a apresentação do grupo Viola de Nóis convidou aos palcos o violeiro Wosley Torquato,líder do grupo de Catira Tradição de Minas, no qual estão agrupados os membros de sua família e amigos que gostam deste saber popular. Wosley comenta que o amor pela dança e o interesse de manter a tradição foram fomentados por seu pai em Uberaba, Minas Gerais. “Cada grupo dança do seu jeito, isso faz ser único”. Foi nessa unicidade que o grupo encantou o público com a sola das botinas e as palmas das mãos. Todas as composições e coreografias são autorais e, para eles, representam um modo de vida a ser seguido. “A nossa arte é uma troca que nos move a sempre querer continuar e divertir”, afirma. 

O 30º Festival de Dança do Triângulo (FDT) segue com sua programação no sábado e domingo e durante a próxima semana com oficinas e novas apresentações. 

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