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O festival já começou!

Palestra aborda a importância da construção da carreira para o profissional de dança

Palestrante compartilha noções de metodologia, organização e gestão a partir de vivências profissionais


Por: Júlia Almeida

A palestra “Gestão de carreira e alta performance – Quanto vale o instante”, ministrada por Octávio Nassur, abordou as inúmeras possibilidades de trajetórias para os profissionais da dança. O evento aconteceu no Sesc, parceiro do festival, no sábado (20), compondo a programação do 30° Festival de Dança do Triângulo (FDT), que é organizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU). 

Octávio Nassur, diretor artístico e design de experiências artísticas, desenvolveu a palestra a partir de sua própria trajetória e diferentes vivências profissionais. O palestrante compartilhou noções de metodologia, organização, gestão e enfatizou o desenvolvimento de competências e habilidades. “Uma palestra pensada e desenvolvida para a gente abrir um pouco mais a nossa percepção de todas as capacidades que foram em mim desenvolvidas através da dança, mas, com certeza, em praticamente todos que passaram por essa estrada ou trajetória muito próxima”, explica Nassur.  

Um dos coordenadores do FDT, Vanilton Lakka, enfatiza o impacto dessa palestra no contexto do festival. “A gente acabou de assistir à palestra do Octávio Nassur, que é uma figura muito importante com muita experiência, e exatamente nesse momento da história do festival, nesta trigésima edição, é um momento de reconfiguração. Então, poder acessar um amigo, um parceiro, um profissional que tem muita experiência e que tem testado muitas novas soluções, é fundamental para a gente”. Lakka ainda complementa o impacto de Nassur no festival: “É uma fala que praticamente inaugura o festival, a gente começa agora no teatro, no domingo, a gente avança para as mostras, então eu acho que vai ficar ressoando na cabeça das pessoas”, conclui. 

Daniela Reis, diretora do Studio Dance Daniela Reis, inscrita na palestra, conta a respeito da contribuição da discussão proposta: “Amplia o olhar pra gente de escola também, não só no sentido de gestão interna, mas de questão de eventos. Então, foi assim, muito rica. Abriu muita coisa aqui”. Outro participante, Jhonny Charles, coreógrafo, bailarino e integrante do coletivo Opus 6, evidencia a importância que teve o momento com Octávio Nassur: “É um cara ímpar, com uma vivência ímpar, trazendo um knowhow extremamente útil e necessário para esse novo tempo, pra gente conseguir se organizar enquanto indivíduo, enquanto sociedade, enquanto grupo, enquanto artista”, explica. 

Octavio Nassur buscou encorajar os profissionais com sua fala: “‘A ideia daqui era provocar todo mundo, criar um pouco desse desconforto, de pensar que a gente pode um pouquinho mais, ousar um pouquinho mais, quebrar aquela cultura do Brasil que parece que errar é pecado. Não, toda a tentativa é válida. E a gente evita errar nas mesmas coisas”. O palestrante conclui: “A dança precisa voltar, reocupar o seu espaço na vida urbana de hoje”.

O FDT ainda conta com uma extensa programação que pode ser conferida nos sites e nas redes sociais do festival.

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