DIAS
HORAS
MIN
SEG
O festival já começou!

Sincretismo Sinfônico

Último Palco Livre do Festival de Dança do Triângulo uniu flashback e hip-hop no Centro Municipal de Cultura


Por: Izadora Faria

Que existe música para todas as tribos não é novidade nenhuma. Nova é a maneira de criar e trazer uma roupagem diferente e mais moderna para clássicos que estavam nas paradas de sucesso na época dos nossos pais e avós. Com um pequeno ajuste na batida, a inesquecível Tarzan Boy, ícone da banda italiana Baltimora, que marcou a década de 1980, cai no gosto das gerações mais novas, e a pista de dança transforma-se em encontro de gerações. 

Mais que isso! A pista transforma-se em espaço onde um estilo musical une-se a outro para criar uma sonoridade única, a qual incorpora elementos que tocam  o público, cada um à sua maneira: é um sincretismo sinfônico que dá origem a uma composição rica e diversa.

Em Uberlândia, o DJ Mamede Aref é conhecido por dominar essa arte. Em uma belíssima apresentação no último Palco Livre do Festival de Dança do Triângulo (FDT), ocorrido na sexta-feira (19), no Centro Municipal de Cultura, Mamede conseguiu alcançar públicos de diferentes idades ao misturar o hip-hop com o flashback criando uma batida original, mas nostálgica ao mesmo tempo .

“Depois da pandemia, o consumo da música flashback aumentou muito, porque as pessoas começaram a valorizar mais o passado e resgatar essa cultura. Da mesma forma foi com o hip-hop, a adesão a esse estilo musical cresceu muito com o tempo. Hoje ele não é mais uma música marginalizada e da periferia. Agora tá ‘todo mundo junto’, a galera da velha escola com a nova geração “, comenta o DJ. 

E “todo mundo junto” compartilhava passos sincronizados, dançando entre as cores refletidas no chão do Centro Cultural e o ritmo envolvente das músicas que tocavam alto na memória afetiva dos bailarinos, tanto daqueles que já fizeram história no FDT quanto daqueles que faziam suas primeiras apresentações. 

Além das danças livres, coreografias preparadas por companhias de dança também foram destaques na noite: do pop ao k-pop, passando por uma releitura no estilo da dança urbana da saudosa “Thriller”, de Michael Jackson, e pela riqueza das danças étnicas – dança artística cigana. A diversidade é marca registrada do evento. O encerramento ficou por conta de uma apresentação solo de breakdance do artista Vanilton Lakka,  que tirou o fôlego do público. 

O FDT é realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU) e ocorre até o dia 28 com programação composta de oficinas e mostras artísticas. 

Este site utiliza cookies para o seu correto funcionamento. Ao navegar você concorda com nossa política de cookies   
Privacidad
Pular para o conteúdo