Mostra de Projetos Sociais emociona público no Teatro Municipal de Uberlândia

Por: Brenda Mesquita

Da Associação Crê Ser, passando pelo Projeto Dançando com a Vida, pelo Instituto Nelson Merola e pelo Centro de formação do Canaã (CCAU), o público pôde se emocionar com as apresentações dos artistas que integram grupos da comunidade de Uberlândia na Mostra de Projetos Sociais. Em meio aos ritmos de maculelê, balé, breakdance e hip hop, a Mostra aconteceu na segunda-feira (22), no Teatro Municipal de Uberlândia, como parte da programação do 30º Festival de Dança do Triângulo (FDT), realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU).
A Mostra leva ao conhecimento do público os projetos sociais que viabilizam a dança como mecanismo de transformação social nas comunidades de Uberlândia. Para que esse trabalho seja realizado, é preciso ter muita preparação, como explica o Diretor da Associação Crê Ser, do bairro Morada Nova, Célio Silva. “Quando recebemos o convite para apresentar no FDT ficamos muito felizes, mas já fomos reunindo a nossa equipe de maculelê e do balé. Sempre com muito empenho e dedicação, preparamos um espetáculo, um show, para as pessoas que vão estar assistindo.”, afirma o professor do grupo.
A apresentação do Projeto Dançando com a Vida, que trabalha diretamente com pessoas com todos os tipos de deficiência, encontrou no palco a reinvenção do ser humano pela arte da dança. Para construir uma coreografia para o festival, foram meses de preparação e muita ansiedade, o que motivou ainda mais os alunos. “A ansiedade é para voltar aos palcos, mostrando ao público o valor da dança e da arte para esses meninos que têm deficiência. É muito maior do que a gente pensa! Trazer eles aqui hoje para subir no palco, com a vontade que eles estão de querer dançar e mostrar para a família que é um grande artista, não é fácil. Mas conseguimos, e eles esperaram o momento de subir no palco tranquilos para receberem os aplausos dessa plateia maravilhosa.”, explica Mestre Fabinho, diretor e professor da equipe.




A cultura do breakdance vem se fortalecendo com maestria no cenário cultural uberlandense. A exemplo disso, durante a mostra, o Instituto Nelson Merola chamou a atenção pela quantidade de mini dançarinos da dança de rua, que tem como alicerce a cultura do hip hop. Os b-boys Pardal e Jardel descreveram o momento como um recorde: “foi a primeira vez em Uberlândia que reunimos 45 dançarinos de break em um palco”.
O público ainda acompanhou um duelo, também ligado ao hip hop, feito pelas dançarinas do Centro de formação do Canaã (CCAU). A coordenadora do projeto, Priscila Prates, assumiu o grupo após o falecimento do seu esposo, carinhosamente conhecido como “Chocolate”. “É uma honra participar e trazer essa coreografia que é um duelo entre duas irmãs. Participamos de festivais no último ano e fomos premiadas com esse lindo trabalho.”, reforçou a professora de dança.