Palco do Teatro Municipal de Uberlândia recebe seis grupos para mostra competitiva e não competitiva no 31° Festival de Dança do Triângulo

Por: Júlia Almeida

Pés que dançam preenchendo de ritmo e som o ambiente. As apresentações de sapateado marcaram a segunda noite de mostras do 31° Festival de Dança do Triângulo (FDT), que aconteceu na terça (29) no Teatro Municipal de Uberlândia. Cada passo e movimento fizeram o público aguçar os sentidos para ver e ouvir um espetáculo de dança e conexão musical. Entre os grupos e artistas que se apresentaram na noite, estão Studio A de dança, Uai Q Dança, Bet Brito Dança e Cultura, Willparking, Gabi Carolino e Grupo Movimento Livre Bet Brito.
Mesmo antes do horário da apresentação, os grupos ocuparam diversos espaços do Teatro Municipal: ao longo da entrada e do saguão, reuniram-se e organizaram detalhes da maquiagem e os últimos ajustes. Em um ambiente de animação e expectativa, os artistas preparavam-se para a entrada no palco.



A experiência de se apresentar no Festival é enriquecedora e promove muito aprendizado. É possível perceber isso na fala de Júlio Cesar dos Santos Junior, professor do grupo Sudio A de Dança, de Araguari, que hoje compartilha com a nova geração de bailarinos a importância de viver a experiência do Festival, repleta de desafios e novidades: “Hoje está sendo um dia muito especial. A gente está trazendo uma coreografia avançada e adulta. São grupos trabalhando bastante desde o ano passado. Além disso, vai ser muito especial a estreia de duas alunas minhas dançando um duo de sapateado, e a gente sabe que é uma dificuldade muito grande, uma coisa é dançar em grupo, outra coisa é dançar um solo, duo, trio, que você precisa segurar por 3 minutos e manter aquela coreografia”.
Pamela Vieira, dançarina pelo Uai Q Dança, preparava-se para competir pela primeira vez com o sapateado, depois de ter participado de edições anteriores do FDT em outras categorias: “Pra gente é uma experiência muito diferente estar em um palco para apresentar para um público e ter a competição, o nervosismo é diferente e a gente está com uma expectativa muito alta”. A apresentação da coreografia “Jeitim” pelo grupo misturou a música e os sons do sapateado com o canto das dançarinas.



Claúdio Henrique, um dos coordenadores do FDT, destaca a qualidade das apresentações da noite e explica a origem do sapateado: “Vem de tradição norte-americana onde a questão do ritmo, a percussão e a música se unem. Tivemos um ponto diferencial apoteótico presente no Uai Q Dança e no Studio A, sem contar que os demais participantes deixaram a noite muito promissora”. Os grupos abrilhantaram a noite do Festival tornando viva a união apresentada por Cláudio entre percussão e música.
Para além das competições, Gabi Carolino, professora e coreógrafa, destaca também a importância do FDT, que é organizado e realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU): “Foi uma experiência incrível, saímos todos premiados, mas o mais importante é estar aqui semeando a arte e o sapateado”.
As mostras competitivas e não competitivas acontecem até o dia 02 de agosto no palco do Teatro Municipal de Uberlândia.


