DIAS
HORAS
MIN
SEG
O festival já começou!

Companhia It apresenta “Céus e Terra”  como ritual em Movimento

Performance aborda questões cósmicas, espirituais, elementos da natureza e congado

Por: Vitória Pereira 

Créditos: Doo Fotografia

Entre o visível e o invisível. É com este enfoque que a Companhia It encenou a performance “Céus e Terra”, como ritual em movimento, abordando questões cósmicas, espirituais e elementos da terra. Para tornar o espetáculo ainda mais rico, o movimento do congado foi ritmado pelos corpos dançantes. A apresentação aconteceu na sexta-feira (01/08), como parte da programação do 31º Festival de Dança do Triângulo (FDT), organizado e realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU).

A proposta de “Céus e Terra” é apresentar uma dança que aponta para a travessia e a imersão entre sentir o que não é palpável e viver o que está invisível. Nesse sentido, a Companhia It apresenta o espetáculo reorganizando a forma de refletir e de se movimentar. O próprio ato de existir já integra os corpos que dançam — corpos frágeis, mas que vivem, pulsam, se moldam e se reconhecem.

A performance já vinha sendo gestada há algum tempo, desde outras oficinas realizadas na cidade de Uberlândia. O primeiro passo veio com a apresentação de “Tempo e Espaços”, em que surgiu esse novo movimento de ideias. “Céus e Terra”  concretizou-se, segundo passo, com novas reconfigurações e com incorporação de outros elementos, como os do congado. “Para mim, é muito especial trazer o som e o movimento da congada nessa nova perspectiva, porque dialoga com o que pensamos. É uma arte em movimento que ocupa os espaços, as ruas, os tambores ecoam, assim como propõem o céu e a terra, que diz muito sobre viver, sentir, espiritualidade, como o congo”, explica Jhonathan Rios, idealizador da Mostra Arte, também diretor da companhia de dança.

A performance trouxe a manifestação da potência e do fogo da vida. Ao abarcar elementos da natureza, como o fogo, o objetivo não estava em seu sentido como algo fotográfico ou encenado, mas na expressão daquilo que arde, pulsa e se movimenta — corpos como fogo, com sentidos e sentimentos projetados. Também, emoção foi identificada naqueles que puderam se apresentar pela primeira vez no festival por meio da companhia de dança. Para Maria Eduarda Martins, dançar no teatro pela primeira vez com a Companhia It foi como reconectar-se com sua criança interior: “Me apresentar no teatro foi algo indescritível, pois eu nunca imaginei que estaria nesse espaço dessa forma. Eu nunca me considerei uma artista, e ter esse contato foi revelador de muitas maneiras”, declara.

Este site utiliza cookies para o seu correto funcionamento. Ao navegar você concorda com nossa política de cookies   
Privacidad
Pular para o conteúdo