Grupos novos e tradicionais dividiram o palco com coreografias marcadas pela precisão do ballet e pela versatilidade do jazz

Por: Brenda Mesquita

Na noite de sexta-feira (01/08), dedicada ao Jazz e ao Ballet de Repertório, o palco do 31º Festival de Dança do Triângulo (FDT) foi tomado por intensidade, técnica e emoção. Esses dois estilos que atravessam gerações e permanecem como pilares da formação de muitos bailarinos ganharam destaque dentro da programação, reforçando a pluralidade que marca o Festival há mais de três décadas. O FDT é organizado e realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU).
O Ballet de Repertório compôs a noite com a tradição clássica, trazendo ao palco a herança de grandes obras que atravessam séculos e continuam encantando o público. Já o Jazz, em suas múltiplas vertentes, evidenciou a versatilidade e a contemporaneidade, dialogando tanto com a tradição quanto com novas formas de expressão. A presença desses gêneros reafirma a força do festival como espaço de encontro entre tradição e inovação na dança brasileira.



Entre os destaques da noite, o Grupo Jovem Cláudia Nunes SESI surpreendeu ao conquistar o segundo lugar em uma das categorias mais concorridas do festival — competindo diretamente com grupos adultos. A coreografia premiada, inspirada no espetáculo “Os Quatro Elementos”, abordou o deserto como tema e foi criada pela coreógrafa Bia Abreu. Para a professora e coreógrafa Cláudia Nunes, o resultado foi uma conquista histórica para o grupo: “A preparação das bailarinas para o festival foi intensa, tanto da parte delas quanto da nossa equipe. A premiação foi uma grande surpresa, porque atingir o segundo lugar em uma categoria tão acirrada, atrás de um gigante como o Praia Clube, foi motivo de muita alegria. Esse resultado valorizou ainda mais o nosso trabalho”.
A emoção também foi compartilhada pelas bailarinas. A dançarina Helena Santana, do grupo Inovadança, de apenas 12 anos, descreveu a experiência como inesquecível. “A gente ficou super feliz desde a inscrição, mas também ansiosa e nervosa no dia da apresentação. Foi uma preparação longa, com muitos treinos, limpeza de passos e cuidado com o figurino, que queríamos que fosse bem marcante. No fim, foi uma experiência que eu com certeza repetiria. O festival transmite alegria, cultura e nos dá a chance de mostrar do que somos capazes”, afirma a jovem.
A Mostra de Jazz e Ballet de Repertório reafirmou a importância desses estilos dentro da programação do FDT, que, há 31 anos, se mantém como um dos maiores palcos de valorização da dança no Brasil. Mais do que uma competição, a noite mostrou como o Festival segue sendo espaço de aprendizado, reconhecimento e celebração para artistas de todas as idades e trajetórias.
Confira os registros de Doo Fotografia:














































