Crianças entre 8 e 11 anos emocionaram o público com coreografias solo, duo e em grupos no Teatro Municipal

Por: Brenda Mesquita

Com coreografias carregadas de referências, entre diferentes estilos e formações, os jovens talentos da região subiram ao palco do Teatro Municipal de Uberlândia para a Mostra Infantil, na tarde de sexta-feira (01/08), como parte da programação do 31º Festival de Dança do Triângulo (FDT). A mostra, que reuniu crianças entre oito e onze anos de idade com apresentações solo, duo e em grupos, ainda selecionou bailarinos que representarão Uberlândia fora do estado, ampliando a projeção artística da cena local. O FDT é organizado e realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU).
Os grupos participantes vieram de diversas cidades da região, mostrando a pluralidade da dança no interior de Minas Gerais e no Triângulo Mineiro como um todo. A professora Sílvia Cury, responsável pelo projeto social Ballet Fazendo Arte, destacou a importância dessa experiência para crianças de cidades pequenas, como Canápolis e Centralina, que juntas somam cerca de 20 mil habitantes. “A apresentação de grupo, principalmente infantil, é sempre mais complicada, porque as crianças ficam eufóricas para participar. Para elas, estar aqui é uma experiência única. Sair de uma cidade pequena e se apresentar em um palco grande já é uma superação enorme. Nós não somos uma escola de dança, somos um projeto social mantido pelas prefeituras. Isso torna o momento ainda mais especial”, reforça a dançarina.



De Araxá, o coreógrafo Yuri Santana, do projeto Vidançarte, trouxe ao palco o solo “Memórias Parisienses”, interpretado por uma jovem bailarina com delicadeza. “Esse solo retrata uma menina que sonha em retornar a Paris. É uma coreografia meiga, romântica, que traz o lúdico e o olhar de uma criança apaixonada por esse retorno”, reforça o professor. Uma grande oportunidade que o Festival de Dança do Triângulo proporciona são as conexões, assim como o dançarino e professor Yuri destacou: “A nossa vinda da cidade de Araxá foi bem tranquila e, além do solo, nossa companhia ainda esteve presente com apresentações de estilo livre, clássico e jazz. Um momento único para conhecer novas escolas de dança e dançarinos da região”, completa Yuri.
A escola Elisdança, do Prata, levou ao palco bailarinas que pisaram pela primeira vez em um grande teatro. Emocionada, a professora e coreógrafa Elisandra destacou a conquista das alunas do estúdio que, há mais de 24 anos, forma artistas na região: “Elas arrasaram! Trabalharam muito para estar aqui hoje e ficaram extremamente felizes. Essa primeira experiência em palco é algo que marca a vida de qualquer bailarina, e estamos muito orgulhosos. Trouxemos 13 coreografias para o festival, incluindo solos e grupos, e é uma grande alegria celebrar esse momento com todos”.
A Mostra Infantil reforça o caráter inclusivo e formativo do Festival de Dança do Triângulo, unindo diferentes gerações, estilos e trajetórias em torno da paixão pela arte. Para os bailarinos selecionados para São Paulo, a experiência representa um passo importante na continuidade de suas jornadas artísticas.
Confira os registros de Doo Fotografia dessa noite especial:























