Palco Livre Vitrine marca parceria do Pátio Sabiá com profissionais de dança da cidade

Por: Luciene Teixeira

Companhias de dança e dançarinos de Uberlândia agitaram os visitantes da praça de alimentação do Pátio Sabiá na última quarta-feira (17) como parte da programação do 30º Festival de Dança do Triângulo (FDT). Após bate-papo de Tarcísio Manuvei e Woslei Torquato e do show de violas de ambos acompanhados de dois grupos de catira, houve uma sequência de apresentações de diversas modalidades que emocionaram o público.
O Palco Livre Vitrine foi concebido como um momento de mostra artística em espaço de grande afluência de público, por exemplo, um shopping. “A gente propõe trazer não só a questão da mostra artística, mas também esse aspecto de humanização, de sensibilização do humano mesmo que num estabelecimento comercial”, explica Cláudio Henrique, coordenador geral de Palco Livre do FDT. Ele acrescenta que esta é a segunda edição da mostra, a qual ocorreu em outro shopping da cidade como parte das festividades da Semana da Dança de 2022.
Na edição atual, os dançarinos contemplaram diversos gêneros, desde balé clássico, passando por dança cigana e árabe, até danças contemporâneas como o funk. Apresentaram-se no Palco Livre Vitrine artistas do Núcleo Shams, da Thássia Camilla Danças Orientais, do Passo de Art Studio de Dança, do Grupo Jovem Claudia Nunes, NXL, do Praia Clube Cia de Dança, além de dançarinos individuais.
Para Lorena Tavares, coordenadora de marketing do Pátio Sabiá, a ideia de levar o Palco Livre para o espaço desse shopping visa contribuir com a cena cultural de Uberlândia, de modo que as pessoas percebam que podem ter acesso à cultura também nesse espaço. “Para nós é muito importante fazer parte desse momento do Festival, que é o momento de comemoração dos trinta anos dele, então o Pátio quer prestigiar.”, salienta Lorena.
A parceria com o Pátio Sabiá foi fundamental para que o Festival conquistasse mais um espaço onde artistas pudessem compartilhar do seu trabalho e interagir com a população de Uberlândia.



Miriam Fagundes, artista que apresentou duas coreografias de dança cigana, conta que se interessou por dança e começou a dançar depois de assistir a uma apresentação artística junto com a filha, Lenora Fagundes, naquela ocasião com uns sete anos de idade. Mais de duas décadas depois, ambas apresentam danças orientais com grande emoção no Vitrine. “O Festival é um canal muito forte e muito expressivo para a cidade, pois todos os grupos de dança, todo mundo que trabalha com a dança vem mostrar seu trabalho.”, comenta Miriam. Para ela, “Quanto mais gente estiver dançando melhor para o mundo.”.
O 30º Festival de Dança do Triângulo, realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU), contará ainda com apresentações em Palco Livre no Espaço Cultural do Centro Municipal de Cultura nesta sexta-feira e com ampla programação entre os dias 21 e 29 de julho.