Da dança árabe ao K-pop, dançarinos apresentam-se na terceira noite da mostra competitiva do festival

Por: Vitória Pereira

A união de inúmeros ritmos e estilos de dança foi destaque na quarta-feira (24) como parte da programação da Mostra Competitiva do 30° Festival de Dança do Triângulo (FDT), realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU).
O grupo independente Bratzz utilizou um mesmo estilo para compor a categoria, em sua primeira participação no FDT. São artistas que realizam covers de K-pop e danças urbanas. Em suas apresentações, o grupo inova ao trazer passos autorais e a produção exclusiva de uma mixagem para a performance. “O K-pop também abrange muitos estilos, queremos passar a conexão que temos enquanto grupo e mostrar que a mesclagem de vários ritmos faz parte da dança”, afirma as Bratzz.



Uma intenção comum destaca-se nos depoimentos de diversos dançarinos que se apresentaram no Teatro Municipal de Uberlândia: emocionar o público com suas histórias. Fábio Vladimir, da Companhia Bittencourt, compartilha desse desejo, contando que, em sua apresentação, seu grupo explorou o elemento terra como símbolo de força e fertilidade. Na performance, o grupo mostra como a terra é símbolo de história, que ecoa a existência de todos. O artista ainda complementa: “Antes mesmo de nascer, eu já estava no mundo da dança”, afirma Fábio, enfatizando a importância da arte em sua vida.
A mistura de estilos, do clássico ao contemporâneo, encantou o público. A Escola de Dança Praia Clube, por exemplo, apresentou uma coreografia impactante que abordou a delicada temática da violência contra a mulher, utilizando movimentos fluidos e expressivos para transmitir uma mensagem de superação. A bailarina e coreógrafa Giuliana, também contribuinte da organização do FDT, ressaltou a importância de usar a arte como ferramenta de conscientização. A movimentação dos passos da dança contemporânea foi inspirada e produzida para abordar situações cotidianas, sejam elas boas, sejam ruins. Das apresentações solo a performances em grupos das mais variadas idades e estilos musicais, a mostra competitiva da noite uniu-se e concretizou-se por um único elo: a paixão pela dança. É nesse mesmo sentimento que o bailarino Fábio finaliza “A dança habita nossos corpos muito antes de nascermos.”
Galeria de Fotos – Créditos: Doo Fotografia































