Coreografia incorpora elementos da vida de uma mulher, como a maternidade

Por: Brenda Mesquita

Vinte minutos de emoção que fecharam as apresentações das Cias Convidadas para a 30ª edição do Festival de Dança do Triângulo (FDT), realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU). O público que lotou as cadeiras do Teatro Municipal de Uberlândia, no sábado (27), pôde acompanhar o show emocionante da Cia de Dança Praia Clube, que trouxe como tema, na coreografia, as características da vida de uma mulher. O espetáculo Marias arrancou arrepios dos mais sensíveis e encantou aqueles que acompanhavam o FDT pela primeira vez, presencialmente e de forma virtual.
A canção central da coreografia é a música Maria, Maria, composição de Milton Nascimento para o Clube da Esquina que, anos depois do lançamento, foi eternizada na interpretação da cantora Elis Regina. A canção remete à mulher brasileira, batalhadora, que vive sozinha com os filhos e, mesmo com as adversidades da vida, nunca desiste. Maria é força, persistência e fé e, assim como todas as mulheres, merece amar e ser amada.



Larissa Oliveira, bailarina do Praia Clube Cia de Dança, foi uma das Marias no palco, representando uma das diversas particularidades do ser feminino. “Esse espetáculo representa todas as mulheres, suas identidades e particularidades e nos traz uma memória afetiva. Seja de irmãs, das nossas mães e avós. A construção foi muito significativa para cada bailarina. Foi uma honra poder participar dos 30 anos do Festival de Dança do Triângulo.”, descreve a jovem dançarina.
Uma das grandes revelações da noite foi a integração de um número da dançarina Priscilla Simari, coordenadora do grupo, que está grávida. A participação da professora fortaleceu o espetáculo Marias e trouxe a maternidade como elemento de desconstrução mais uma vez. Assim como na letra da canção, “É preciso ter manha, é preciso ter graça, é preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida”.