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O festival já começou!

Roda de conversa reflete sobre formação na dança

 Mesa é marcada pelo diálogo e pela troca de experiências entre professores no Teatro Municipal


Por: Júlia Almeida

A mesa Reflexões sobre o ensino e a formação do bailarino nas escolas de dança foi marcada por uma conversa aberta mediada pelos artistas Marco Sanches e Renata Matsuo, que compõem a comissão julgadora do 30° Festival de Dança do Triângulo (FDT), realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU). O momento de troca de experiências aconteceu no sábado (27), às 15h, no Teatro Municipal de Uberlândia. 

Tendo como principal público professores de dança, a mesa se fez como convite para pensar práticas de ensino. Renata Matsuo, bailarina, professora e pesquisadora da dança, explica a importância de o FDT abrir espaço para esses momentos de diálogo: “Essa mesa foi pra mim muito especial. Na verdade, estar neste festival que tem esses propósitos, que estão para além da dança como competição, para mim, é muito rico, porque é o modo que eu vejo a dança, e o modo que eu acredito que as pessoas devem ver a dança, para além da questão técnica, para além da questão que está vinculado só à performance”.  

Renata acrescenta que a roda de conversa é um espaço de diálogo que aborda principalmente a formação na dança: “Essa conversa e o Festival têm me dado um aconchego de olhar e ver pessoas que pensam como eu, e essa roda de discussão serviu exatamente para a gente dialogar e perceber o quanto as pessoas precisam desse lugar de acreditar que a formação pela dança, e a formação na dança, precisa ser humanizada. E pode, sim, ir para outros caminhos”, conclui.

Marco Sanches, bailarino, coreógrafo e professor, evidenciou a troca de vivências e experiências possibilitadas pela grande roda de conversa no penúltimo dia do Festival: “Participei de uma mesa de conversa que, na verdade, virou uma grande roda incrível, a partir do ponto de vista das minhas vivências, eu absorvi muito a vivência das outras pessoas daqui de Uberlândia e tenho certeza que eu volto transformado”. O artista conclui: “Sou muito grato pela oportunidade, e é assim que eu acho que esse festival precisa construir pessoas dançantes, através de conversas e diálogo. Muito obrigado”. 

A conversa foi marcada por momentos de emoção e intensa interação entre os participantes, que dividiram as complexidades da atuação como professores e a vontade de desenvolver cada vez mais a dança na vida de seus alunos. Entre os presentes estava Fernando Borges, professor de Ballet Clássico do Palco de Arte. “O que eu trouxe dessa nossa mesa de conversa é a essência de nunca desistir dos nossos alunos, da gente sempre poder oferecer o melhor que a gente tem dentro da gente. A dança é muito mais do que passo, ela é cuidado, ela é carinho, ela é amor. E é isso que vai fazer com que eles cheguem aonde eles tanto sonham”, explica Fernando. 

Ao longo de sua programação, o Festival contou com palestras, oficinas, seminários e mesas que oportunizaram momentos de formação e reflexão de dançarinos na cidade de Uberlândia. 

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