Oficina “Do que é feito o chão?” resgata história dos movimentos da dança para criar prática contemporânea

Por: Brenda Mesquita

Artes marciais, dança de rua e dança moderna são três estilos distintos, mas com um elemento em comum: o chão. A oficina realizada na cidade de Araguari por Cláudio Strondum, bailarino, filósofo, artista visual, coreógrafo e um dos organizadores do Festival de Dança do Triângulo (FDT), uniu esses diferentes tipos de dança para explorar novas maneiras de controle e fluidez corporal.
Essa foi a maneira encontrada pelo artista de utilizar técnicas de voos baixos, rolamentos e mudanças de plano para promover uma experiência inovadora aos participantes da oficina. Os alunos tiveram contato direto com o chão durante a oficina, mas sem ter qualquer tipo de lesão. Uma espécie de junção de diferentes estéticas de dança, criando uma prática contemporânea de dançar.
Movimentos do hip hop e da capoeira também foram incorporados à oficina. Eles são o que o filósofo e coreógrafo considera como “voos baixo”, porque são executados como uma espécie de mergulho baixo e próximo ao solo. Para o bailarino, é como se o corpo deslizasse no próprio chão, por isso o nome dado à oficina foi “De que é feito o chão?”.


Parcerias junto às cidades da região possibilitam que o Festival alcance um novo tipo de público, mas também levam novos conhecimentos para os profissionais da região, o que pode ser um diferencial. “No aspecto da formação do bailarino, é importante seu aprimoramento técnico, porque a demanda de mercado está solicitando determinadas expertises corporais e interpretativas. Nenhuma técnica é exclusivamente sólida, ela sempre está em evolução, até mesmo porque nem os nossos corpos são sempre os mesmos.”, explica o coreógrafo.
A Oficina “Do que é feito o chão?” é mais uma das atividades do 30º FDT, realizado pela Associação dos Profissionais de Dança de Uberlândia (APDU).